Quanto mais o atleta demora para se aposentar, mais tempo o futebol toma para tê-lo como lenda. É difícil eternizar um jogador que ainda está em campo e com Robert Pirès não foi diferente. Aos 42 anos, o francês finalmente pendurou as chuteiras, podendo se juntar a outros jogadores do seu tempo que hoje ocupam outras funções no esporte.
Foram 22 anos de dedicação do meio-campista, mais famoso por sua passagem vitoriosa no Arsenal. Mas Robert não é só ídolo dos Gunners. Também é muito querido pela torcida do Villarreal, que defendeu de 2006 a 2010. A sua imagem pode não ter a mesma proporção para Metz e Marseille, primeiros clubes na França, mas o atleta tem muito prestígio pelo que representou depois disso.
É como se aquele jovem jogador que saiu do seu time para brilhar em outro lugar se tornasse um grande craque. Por mais que ele não tenha feito muita coisa com a camisa desse clube, a admiração é preservada.
Pirès chegou em 2000passagemnal, contratado pelo Marseille. Foi revelado pelo Metz e a sua contratação fez parte da onda francesa liderada por Arsène Wenger no clube. O primeiro dos muitos franceses que jogaram pelo Arsenal foi Patrick Vieira, que chegou em 1996 ao Highbury, antes mesmo de Wenger.
Versátil, muito habilidoso e grande distribuidor de jogo, Pirès virou titular com rapidez no esquema de Wenger. E em tempos tão gloriosos para o Arsenal, obviamente ganhou o status de ídolo com muito merecimento, mas não do dia para a noite. Ele chegou para suprir a ausência de Marc Overmars, que saiu para o Barcelona.
Robert teve alguns problemas de adaptação. Reclamava que o jogo inglês era muito físico e ganhou alguns detratores na torcida. Mas na temporada seguinte, alcançou seu ápice. Muito bem na armação e também na finalização, o que gerou alguns gols geniais como o contra o Aston Villa de Peter Schmeichel, Pirès foi campeão inglês e da Copa da Inglaterra, mostrando um futebol incrível.
Nesta mesma temporada foi escolhido pelos cronistas ingleses como melhor jogador do ano. Entretanto, perdeu a reta final das competições por uma lesão nos ligamentos do joelho e ficou também de fora da Copa do Mundo de 2002. No Mundial anterior, em 1998, Pirès foi reserva da França que levou o título em cima do Brasil por 3x0 no Stade de France. Também conquistou a Eurocopa em 2000 e a Copa das Confederações de 2001 e 2003, todas como titular absoluto.
O último brilho
Pelo menos agora ele pode aproveitar mais tempo com a sua família e receber o carinho dos fãs. Como ex-jogador, é mais fácil ser lembrado como um dos grandes. A saudade é fundamental para determinar o quanto a sua presença foi importante.





