As saídas de Geuvânio, vendido para o futebol chinês, e Marquinhos Gabriel, que retornou para a Arábia Saudita, fizeram a diretoria do Santos ir ao mercado na pré-temporada. Paulinho, ex-Flamengo foi a aposta feita, e Patito Rodriguez, estava no futebol da Malásia por empréstimo, foi reintegrado ao elenco. Mas, depois seis jogos oficiais, além de um amistoso, Dorival Júnior parece ter encontrado em Serginho sua esperança para retomar a transição entre meio campo e ataque do time que tanto fez sucesso na última temporada.
Oriundo das categorias de base do Peixe, onde conquistou a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2014, Serginho sempre foi visto como um Menino da Vila. Mas, porca gente sabe que ele defendeu por quatro anos em um rival da Capital.
“Passei pelo São Paulo dos 12 aos 15 anos. Saí do São Paulo, fui mandado embora na época, estava parado, e um diretor do Santos foi lá (em Monte Aprazível, cidade natal do atleta) me ver e me mandou fazer um teste. Passei e estou até hoje aqui”, contou o meia.
Prestes a completar 21 anos em março, Serginho começou ganhando espaço com alguns minutos no segundo tempo, até que treinador santista decidiu bancar a titularidade do jogador no clássico contra o Palmeiras e na partida diante do Mogi Mirim.
Neste domingo, o jogador deve receber mais uma oportunidade frente ao Red Bull Brasil, em São José dos Campos. Para se manter na equipe e ganhar a sequência tão desejada, Serginho explica que tenta fazer tudo que Dorival tem pedido.
“Ele pediu para eu jogar aberto, mas com liberdade para rodar pelo meio. Sempre que rodo no meio, o Lucas Lima cai na minha posição. Ele pediu isso”, revelou.
E fora a pressão para superar a concorrência e se manter entre os onze atletas que saem jogando, Serginho também admite que tem sonhado em marcar seu gol. Na goleada em cima do Mogi, foi por pouco.
“Seria perfeito se tivesse entrado os dois, porque teve uma na trave, quando deu uma cavadinha. E, no segundo tempo, seria um gol muito bonito, quando saí de frente para o gol. Pensei: ‘Meu gol de novo’. Aí, bati e o goleiro foi bem. Só faltou aquilo para ser um jogo excelente”, disse, aos risos, antes de confidenciar que já existe cobrança interna. “Todo mundo falou: ‘Faz o gol!’. Mas, faz parte”.
Fonte: Olé do Brasil.





