Diretoria pede paciência para a torcida, que mostra insatisfação com trabalho do técnico
Deivid já vem sendo duramente questionado pela torcida celeste
Zagueiro Dedé está ciente de que o Cruzeiro ainda não engrenou
PUBLICADO EM 16/02/16 - 04h00
BERNARDO LACERDA
O técnico Deivid iniciou a temporada como a grande aposta do futebol brasileiro. Porém, bastaram atuações pouco convincentes nos cinco primeiros confrontos do Cruzeiro na temporada para a pressão sobre o treinador aumentar e o cenário de indecisão tomar conta do dia a dia da Raposa.
Os resultados do comandante na Toca II não são ruins: foram três vitórias e dois empates até agora. Porém, o rendimento celeste deixa a desejar. O time mostra dificuldades em assimilar as instruções táticas de Deivid. As variações de formação feitas pelo treinador são grandes. A equipe já atuou com quatro atacantes ou com três volantes, e não mostrou crescimento.
O apoio da torcida, que no anúncio de Deivid como treinador foi quase irrestrito, vem se alterando a cada partida. O principal motivo é a falta de melhores atuações no Mineirão. Na estreia, um empate sem sabor com a URT, por 0 a 0, em que o Cruzeiro saiu de campo com apoio da torcida. Porém, no domingo, a magra vitória sobre o Tupi, por 1 a 0, com um futebol pouco convincente, gerou manifestações adversas da arquibancada.
A diretoria celeste mantém o discurso de apoio e confiança em Deivid. O vice-presidente de futebol do clube, Bruno Vicintin, se manifestou via rede social, pedindo calma com o início da temporada. Porém, as manifestações da torcida celeste se mostraram, mais uma vez, de pouca paciência com o comandante.
Se Deivid vem tendo dificuldades em acertar o esquema tático do Cruzeiro, o comandante tem, a seu favor, o fato de ter alcançado resultado satisfatório nas substituições. Nos jogos pelo Mineiro, contra Tombense e Tupi, a Raposa cresceu de produção no segundo tempo com alterações feitas pelo técnico e alcançou as vitórias. No primeiro jogo, Marcos Vinícius foi o destaque. No domingo, Arrascaeta entrou e mudou a partida.
“Eu gostei da mudança do sistema tático, mas, pelas circunstâncias do jogo, quando coloquei o time mais para frente: com dois homens abertos, tivemos mais poder ofensivo”, observou Deivid.
Fonte: Olé do Brasil





