Técnico José Luis Sierra adota mistério para falar sobre dúvidas no time. Paredes está fora, e Valdés é dúvida
Por Olé do Brasil.
Belo Horizonte
Mistério. Esta foi a palavra de ordem no treino do Colo-Colo em Belo Horizonte. Nesta terça-feira, os jornalistas não tiveram acesso ao treinamento da equipe chilena, que aconteceu na Toca da Raposa II, centro de treinamento do Cruzeiro. A atividade durou aproximadamente 1 hora e 40 minutos. O treinador chileno José Luis Sierra explicou o mistério.
Ônibus com os jogadores chilenos saiu da Toca escoltado pela Polícia Militar (Foto: Guilherme Frossard)
- Principalmente porque estamos vendo possibilidades dentro da equipe que podemos alinhar. Temos alguns jogadores que estamos vendo se vão estar ou não vão estar. Pensamos que o melhor sempre é manter a privacidade para que não se façam especulações que não ajudam.
Uma ausência é certa no Colo-Colo. O atacante Paredes, autor dos dois gols do time na Libertadores, está machucado e nem viajou para Belo Horizonte. A principal dúvida na escalação do time chileno, além do substituto de Paredes, é em relação ao meia Valdés. No treinamento desta segunda-feira, ele saiu mais cedo, sentindo dores, mas nada foi dito sobre sua situação médica. Sierra confirmou que a situação do jogador preocupa, mas não respondeu muitas perguntas sobre o assunto.
- Se eu falar sobre isso, não justifica ter fechado o treino. É uma preocupação. Vamos ver como vai evoluir. Está muito melhor que ontem (segunda).
Sierra, técnico do Colo-Colo, adotou mistério para falar sobre o time (Foto: Guilherme Frossard)
Os jogadores do Colo-Colo só foram vistos no ônibus da equipe, quando estavam saindo. O treinador Sierra foi o único que falou com a imprensa. Boa parte dos questionamentos foi sobre o desempenho do time no Campeonato Chileno. Apesar de ser líder, os jornalistas chilenos presentes na Toca da Raposa revelaram que a equipe tem sido muito questionada por não apresentar um futebol bonito.
Dor de cabeça com o Galo
Apesar do Campeonato Chileno estar em pauta, o principal assunto, claro, foi a partida desta quarta-feira. Atlético-MG e Colo-Colo entram em campo às 21h45 (de Brasília), pela quarta rodada do Grupo 5 da Taça Libertadores. O Galo é líder, com sete pontos ganhos, seguido justamente do Colo-Colo, que tem cinco. O jogo vale a liderança do grupo. O treinador elogiou o time atleticano, mas ressaltou que não há uma preocupação individual com algum jogador, e sim uma preocupação com todo o time.
- O Atlético já foi competitivo ano passado, e essa equipe ainda trouxe reforços. Erazo, Hyuri, Júnior Urso, Cazares, Robinho. Somaram jogadores importantes, eles têm um excelente equipe, muito competitiva. Mas não estamos preocupados com um ou outro jogador, e sim com o coletivo.
O futebol brasileiro é importante, tem equipes importantes, que são competitivas e se armam para ganhar o título da Libertadores.
José Luis Sierra
Além do time do Atlético-MG, o Colo-Colo tem outro adversário: o retrospecto em jogos em Belo Horizonte. A equipe chilena nunca venceu nenhum jogo na capital mineira. Foram 10 confrontos ao todo, contra Atlético-MG e Cruzeiro, com oito derrotas e dois empates. Sierra demonstrou não se importar com o retrospecto, mas falou sobre a dificuldade de jogar no Brasil.
- São partidas distintas, cada uma tem a sua história. O futebol brasileiro é importante, tem equipes importantes, que são competitivas e se armam para ganhar o título da Libertadores. Não dá pra falar que vamos vir aqui e ganhar sempre. Claro que é difícil. Todas as partidas tem sua história, mas é sempre difícil, sempre complicado.





