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08/03/2016

Dia Internacional da Mulher: Vascaínas comentam sobre amor ao clube e machismo no futebol

Torcedoras contam sobre o preconceito enfrentado nas arquibancadas

FUTEBOL BRASILEIROPOR André Lucas
(Crédito: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Torcedora do Vasco comemora gol de Nenê no clássico contra o Flamengo em 2015 (Foto: André Lucas/Olé do Brasil)

Poucos sabem, mas o Dia Internacional da Mulher surgiu após a luta de operárias de uma fábrica nos Estados Unidos por melhores condições de vida e de trabalho no dia 8 de março de 1857. A manifestação do setor feminino, que também reivindicava equiparação de salários com os homens, foi encarada como uma afronta.

A revolta foi reprimida com extrema violência: as trabalhadoras foram trancadas dentro do prédio, que foi incendiado. Mais de cem mulheres morreram no episódio. Em dezembro de 1977, a data foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar as conquistas sociais e políticas das mulheres ao longo da história. Importante citar que as brasileiras só conseguiram o direito a voto em 1932.

Assim, o Olé do Brasil aproveitou a data importante e conversou com três torcedoras do Vasco para falarem sobre sua paixão pelo clube e o preconceito enfrentado dentro e fora das arquibancadas.

“Pelo fato de sempre expor esse amor infinito, todo mundo me conhecia por ser vascaína. Te digo que 90% das pessoas sempre me respeitaram, mesmo torcendo para times rivais. Mas sempre existiu aquele 10%, que tentava me desanimar. Já ouvi “você é mulher, não entende nada”, “muito nova para entender alguma coisa de futebol”, “você sabe mesmo de futebol? Então o que é impedimento?”. Se você é mulher e gosta de futebol, alguma vez você já deve ter ouvido isso. Mas isso mostra que estamos fazendo o barulho necessário para que os “machistas” se incomodem o suficiente. Vamos continuar expressando nossas opiniões e nosso amor pelo futebol! Bobo é quem não aceita isso, e deixa de aproveitar o futebol com a gente!” – Luiza Lopes

“Por incrível que parece ser uma torcedora daquelas que tem paixão na veia nunca foi um problema pra mim e nem mesmo foi de causar tumulto ou comentários. Quando disse que queria aprender a jogar futebol ouvi sim coisas como: ‘campo não é lugar de mulher’, ‘elas não sabem jogar’, mas na verdade: lugar de mulher é onde ela quiser” – Fany Cosenza

“Não existe amor mais inocente do que de uma criança e, graças a Deus, eu herdei esse amor ao Club de Regatas Vasco da Gama do meu pai. Lembro como se fosse ontem dele chegando em casa com o rosto pintado, eufórico, me contando como tinha sido o jogo. E, desde então, eu nunca mais parei de seguir essa cruz-de-malta que carrego com orgulho no peito. Mas, essa relação de amor ao Vasco e ao futebol, me fez ouvir coisas desagradáveis. Muitos achavam graça por eu gostar de futebol e duvidavam de que eu entendesse alguma coisa. Só por que somos mulheres não podemos gostar/entender? Entendemos sim e estamos cada vez mais forte e influentes dentro e fora de campo!” –Gabriela Braga

Fonte: Olé do Brasil.

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