Escalado com quatro homens de frente, dois volantes que participam das jogadas de ataque e dois laterais que sobem com constância, o Galo se notabilizou por apresentar um futebol altamente ofensivo, que sufoca os adversários na defesa. Apesar de estar dando muito certo nas últimas temporadas, a estratégia, contudo, tem também seu “efeito colateral” no setor defensivo atleticano.
Contratado neste ano pelo Galo, o zagueiro Erazo, em pouco mais de dois meses no clube mineiro, já constatou que o principal problema vivenciado pela equipe é exatamente quando o adversário tem a bola no pé. Segundo o equatoriano, as características ofensivas do Atlético-MG dificultam o trabalho da defesa que, por vezes, fica desprotegida.
“Não é fácil, porque temos muitos jogadores de qualidade. Por exemplo, o Rafa e o Donizete são nossos volantes e eles têm que pegar a bola, dando condições para os jogadores que estão na frente. Então, às vezes, ficamos desprotegidos, mas quando a gente encaixa a marcação, aí não tem problema nenhum. Temos jogadores que gostam de ter a bola no pé e quando perdemos a bola, temos que rapidamente recompor. Isso faz parte dos treinos, estamos nos conhecendo, chegaram alguns jogadores, assim como eu. São pessoas que estão se conhecendo. O nosso problema é quando não temos a bola. Quando a temos, temos opções de passe”, avaliou.
Ciente da necessidade de um ajuste cada vez mais minucioso na dinâmica de jogo do Atlético-MG, o técnico Diego Aguirre, utilizou a últimos treinamentos para acertar a recomposição defensiva do Galo, visando o duelo desta quinta-feira, contra o Colo Colo, às 21h45 (de Brasília), no Chile, pela Copa Libertadores.





