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13/03/2016

Flamengo não é o Barcelona

13/03/2016 - 11:00

Uma das maiores falácias que a imprensa vem repetindo desde que Muricy Ramalho assumiu o Flamengo é que a equipe joga como o Barcelona. Este conceito além de completamente errado, acaba sabotando o próprio futuro do time, criando falsas expectativas na torcida. Os dois clubes jogam de forma muito diferentes.

Essa frase de que "o Flamengo joga como Barcelona" surgiu por causa da viagem do Muricy ao Centro de Treinamento do time catalão e suas observações. As ideias e conceitos do brasileiro foram modificados após o período, mas em nenhum momento ele falou que iria praticar o futebol da equipe do Luis Enrique ou os conceitos modernizados por Pep Guardiola. Messi e sua turma aplicam táticas tão avançadas e conceituais que levarão anos até que equipes brasileiros consigam absorver. Isso se um dia o Brasil aceitar que está atrasado... 


Muricy: visita ao Barça antes de assumir o Fla

(Foto: Miguel Ruiz / Barcelona)

O que o Barça faz começou há mais de 20 anos e se desenvolveu nos últimos oito. Os jogadores tocam a bola em passes curtos, tentando sempre o agrupamento, forçando assim a unidade e os ataques em blocos. Bem diferente do Flamengo, que além de mais espaçado, sempre usa jogadas de profundidade, geralmente criada pelos meias que tentam a velocidade dos pontas ou laterais.

Outra ideia que não é praticada no Rubro-Negro é a sempre superioridade numérica em qualquer parte do campo. O conceito é de que o adversário sempre esteja desprotegido, seja com a bola (para roubá-la) ou sem ela (sair para o ataque e pegar a defesa em inferioridade ou desajustada). Com Muricy, o Flamengo aplica marcações fortes, mas sem tanta pressão e esperando mais o rival. Com a posse, nem sempre está em quantidade maior.


Convenhamos: MSN é mais versátil que trio Sheik, Guerrero e Cirino

(Foto: Getty Images)

Mas a principal diferença que sepulta totalmente qualquer tipo de comparação entre os dois estilos de jogo está na versatilidade dos atletas. No ataque, Messi, Neymar e Suárez trocam o tempo todo de posição, sempre tentando confundir a defesa e abrir corredores para os companheiros, geralmente na diagonal. Todos em blocos e bem aproximados, por vezes colocam os zagueiros ou volantes "na roda" com os toques rápidos. Já Sheik, Guerrero e Cirino são mais presos às posições bem definidas, não criam esse "diálogo" tático.

Para o bem da equipe e principalmente da torcida do Flamengo, não repitam mais que o time joga como Barcelona. Até porque, repetir tal falsa afirmativa, só mostra que o Brasil ainda não entendeu nada da revolução que aconteceu no futebol nestes últimos anos.

Fonte: Olé do Brasil.

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